sábado, 8 de junho de 2013

O QUE É INFIDELIDADE FINANCEIRA

“Prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte nos separe.” É mais ou menos isso que um casal diz na hora dos votos matrimoniais. Porém, na prática nem sempre as coisas seguem conforme a jura feita na frente de todos.  A fidelidade é condição de alta relevância num relacionamento e fundamenta a confiança tão necessária para a plenitude do casal. Sem ela, o relacionamento acaba por perecer mais cedo ou mais tarde. Não há dúvidas que a infidelidade é uma das grandes responsáveis pelas separações hoje em dia.
Note que na hora dos votos, ninguém diz que promete ser fiel nas finanças. Algo como: “Prometo ser fiel no dinheiro, na poupança e no patrimônio, na riqueza e na pobreza, na fartura e nas dívidas, partilhando e contribuindo até que a morte nos separe!”. Realmente ficaria ridículo. Mas o fato é que o casamento é uma espécie de sociedade, a sociedade conjugal. Principalmente àquela regida pelo regime de comunhão de bens. E nela, está implícito que as partes devem atuar juntas de forma colaborativa para a saúde financeira do casal e da família. Em outras palavras, o dinheiro faz parte do contrato.
No entanto, algumas pessoas ignoram esta premissa e praticam o que bem podemos chamar de infidelidade financeira. Ela ocorre quando uma das partes sonega a sua renda total ou parte dela, direcionando-a para gastos que nada tem a ver com o casal. Ela também ocorre quando ela sonega pagamentos e aquisições que nem sempre estão relacionados com a família, mas tão somente ao interesse da parte que a comete. Normalmente, essa prática já vem instalada desde o início da relação ou foi instalando-se gradativa e lentamente ao longo dos anos. Na maioria dos casos, a outra parte até percebe porém, tolera imaginando ser um direito de quem faz. A questão é que os direitos precisam ser fundamentados em deveres, se não eles na verdade transformam-se em abuso.
A renda gerada por uma pessoa é de sua propriedade, e o fato dela casar-se não altera esta situação. Do contrário, estaria se instalando um espécie de “comunismo conjugal” onde você perderia o direito ao dinheiro que você gera. O patrimônio formado por essa renda é que submete-se à partilha na hora de uma separação pois subtende-se que ambos concorreram para o mesmo, cada uma a sua maneira. Mas enquanto isso não ocorre deve ser de usufruto dos dois.
No entanto, de forma voluntária, os cônjuges devem arcar com as despesas comuns de maneira equilibrada e proporcional. O ideal é que isso ocorra, sendo preservada uma parte para a individualidade de cada um. De uma maneira geral, uma parte da renda se destinaria a manter a família e outra menor para os gastos pessoais. Outra coisa ideal é discutir o orçamento com o cônjuge, abrir as contas, combinar os gastos e principalmente cumprir o que acertou.
Sem isso, o que acontece é que vão existir muitas arestas para a infidelidade financeira se instalar. E depois que ela se instala, pode evoluir para outra infidelidade ainda maior. As finanças tratadas de maneira certa, ajudam os casamentos.

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